Todos sabemos que em produção animal concentrações elevadas de micotoxinas podem causar quadros agudos de intoxicação. No entanto, o impacto económico real e mais frequente, provém de rações contaminadas com doses mais baixas, subclínicas, que de modo contínuo e persistente vão afetando os animais.
A exposição prolongada a estes metabolitos, pode, de facto, ser considerada o maior problema. Aflatoxinas, DON e Fumonisinas, mesmo em baixas concentrações, comprometem o sistema imunitário dos animais. Não existe um quadro clínico imediato, mas torna-os mais suscetíveis a infeções bacterianas e virais, aumentando a necessidade de tratamentos e contribuindo para o aumento da mortalidade geral.
Associado a essa exposição continua, verificamos a baixa do desempenho zootécnico. Uma exposição crónica pode resultar em redução da ingestão de ração, má conversão alimentar, menor ganho de peso e, em poedeiras e reprodutoras, a redução da produção de ovos. O impacto é “silencioso”, afetando lentamente a rentabilidade.
O consumo contínuo de ração contaminada pode causar um quadro inflamatório crónico do fígado, alterações renais, enterites e inflamação do trato digestivo, limitando a capacidade de absorção de nutrientes.
Também são observados efeitos no aparelho reprodutor. A exposição contínua, especialmente da Zearalenona, causa problemas crónicos como infertilidade, abortos e redução do tamanho das ninhadas (suínos).
Não nos podemos esquecer que podem existir contaminações múltiplas, pois é frequente que num alimento contaminado (mesmo em baixas doses) essa contaminação não seja devida a uma única micotoxina. A presença de múltiplas toxinas, repito, mesmo em baixa concentração, pode provocar um efeito sinérgico, onde o dano total é maior do que a soma dos danos individuais. O controlo é muito difícil, as micotoxinas podem estar presentes em todas as fases de processamento das matérias-primas e do alimento final, desde o campo, no processamento do alimento na fábrica, até ao silo de armazenamento da exploração.
A monitorização constante de matérias-primas e a utilização de antifúngicos e de outros aditivos que sequestram ou inativam essas toxinas no alimento final, são essenciais para reduzir a exposição contínua, e os efeitos negativos na produção.
Sabemos que podem existir também riscos para o consumidor final: resíduos de micotoxinas (como a Aflatoxina M1) podem passar para os produtos de origem animal, como leite, carne e ovos, levantando preocupações de segurança alimentar.
Em suma, a abordagem de “esperar os sintomas” é ineficaz. A prevenção é a chave, uma vez que a contaminação é muitas vezes invisível, mas o seu impacto na saúde e na eficiência produtiva é contínuo e cumulativo.
Na TNA temos soluções para ultrapassar estes desafios.
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