Frango com doença de Gumboro (foto de Hipra, 2006)
Frango com coccidiose (foto de Peguinho, A.; Guerra, C, 2003)
Duas fotografias que ilustram a dificuldade, ou antes o desafio que qualquer técnico avícola enfrenta quando é confrontado com uma situação patológica num bando de frangos.
Os sintomas típicos de doença estão lá: corpo em bola, penas eriçadas, tristeza, imobilidade… mas situações muito diferentes estão base do problema. Num caso, Doença de Gumboro, e no outro Coccidiose. Pode parecer quase como o trabalho de um detetive, mas esta é de facto uma das particularidades da Avicultura. É necessário por tudo em causa, e “investigar” de A a Z.
É evidente que o hoje consideramos o papel do técnico mais importante na prevenção destas e de outras patologias, do que propriamente através de atitudes curativas. A título de exemplo, a Doença de Gumboro evita-se com um programa vacinal sólido e adaptado às características da exploração e região onde está inserida, e a Coccidiose previne-se também através do uso de vacinas, ou de um programa de coccidiostáticos bem estruturado.
Mas muito mais se exige no âmbito da prevenção. A começar pelo maneio e biossegurança, passando pela qualidade do alimento e da água de bebida. Tudo no sentido de proporcionar aos nossos animais o máximo de conforto possível. Prefiro usar o termo “conforto” em vez de “bem-estar animal”, já que para mim o seu bem-estar é consequência do conforto que lhes proporcionamos.
Muitos setores da nossa sociedade, geralmente fundamentalistas e mal informados, parecem não compreender algo que para os profissionais da Avicultura é uma evidência:
Quanto melhores forem as tais condições conforto que referi, melhores serão os seus índices produtivos. E é fácil: quanto melhor for a produção, maior será o lucro.
Na TNA estamos em condições de o auxiliar em todos os aspetos da produção avícola.
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José João Sousa Nunes
Médico Veterinário