De um modo muito simplista, os ácidos orgânicos são compostos químicos que contêm carbono (C) e um ou mais grupos carboxilo (-COOH) em sua estrutura. São naturais, sendo muitos produzidos por fermentação microbiana. Podem estar na sua forma livre ou na sua forma de sal. Tem poder acidificante, conseguem reduzir o pH em ambientes como a água, o estômago ou o intestino. Agem como antimicrobianos naturais, melhoradores de digestão e conservantes. Podemos de uma maneira fácil os classificar em ácidos de cadeia curta (C1–C4) em que são exemplo o fórmico, acético, propiónico e butírico. Estes atuam principalmente no estômago e no trato digestivo superior. Temos os ácidos de cadeia média (C6–C12), em que destacamos o caproico, caprílico e láurico, estes são conotados como tendo uma forte ação antimicrobiana. Por último, existem os ácidos de cadeia longa, que são menos usados como acidificantes.

 Os ácidos orgânicos, podem ser usados na água de bebida dos animais ou na ração, em diferentes concentrações.

O desmame é um momento muito crítico, nesta fase os ácidos orgânicos destacam- se por serem uma ferramenta importante.

Os leitões aquando do desmame, deixam o leite materno (rico em gordura e lactose) e começam a comer alimento sólido. O sistema digestivo ainda é imaturo, com baixa produção de ácido clorídrico no estômago, levando à subida do pH. Perante esta situação, verificamos uma redução na digestão de proteínas, o que favorece a multiplicação de bactérias patogénicas, tais como E. coli e Salmonella spp. Temos um leitão sujeito a maior stress, quer de origem nutricional, ambiental e social, tornando o animal mais vulnerável com uma redução da imunidade. O que se verifica muitas vezes nesta etapa de vida do animal são diarreias pós-desmame, redução no ganho de peso e menor desempenho. Nesta fase a utilização de ácidos orgânicos podem ajudar, pois estes reduzem o pH gástrico para níveis de 3.5 a 4.0, favorecendo a ativação de enzimas digestivas, como por exemplo a pepsina que por sua vez melhora a digestão de proteínas e a absorção de nutrientes (melhor digestibilidade). Os animais irão melhor aproveitar a ração a seguir ao desmame (maior ganho médio diário). Os ácidos ajudam igualmente no controle de bactérias patogénicos, pois o ambiente mais ácido tem a capacidade de inibir algumas dessas bactérias. Alguns ácidos (fórmico, propiónico, butírico) tem a capacidade de penetrar nas células bacterianas e interromper o metabolismo das mesmas. Indiretamente vão favorecer a multiplicação da microbiota benéfica, pois ao inibir algumas bactérias patogénicas, vão potenciar melhor condições para Lactobacillus spp. e Bifidobacterium spp., que irão competir com microrganismo patogénicos. Alguns ácidos (especialmente o butírico) são fonte de energia para as enterócitos, o que ajuda a fortalecer a barreira intestinal, reduzindo inflamação e permeabilidade do intestino. Em relação a outros pontos fortes dos ácidos orgânicos, temos nalgumas situações a melhoria da palatabilidade, isso estimula o consumo de água e alimento, algo essencial nos primeiros dias pós-desmame.

Quando o leitão tem um início saudável, o reflexo vai até o abate.

Fala com a equipa técnica da TNA para esclarecer as dúvidas quanto ao uso de ácidos orgânicos quer na água de bebida quer na ração, e fique a conhecer as nossas soluções.

Departamento Técnico TNA

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